Sunday, May 4, 2008

Muros...

Muros. Cada pessoa tem os seus, é verdade. Constroem-se com ou sem intenção, protegem-nos dos males do mundo ou afastam-nos dele. Mas os muros são barreiras, difíceis de ultrapassar para aqueles que nos rodeiam. Aqueles com quem gostaríamos de partilhar um pouco de nós, e não o conseguimos, pois estamos tão acostumados aos nossos muros que não os conseguimos destruir.


Um muro é um isolamento. Afasta-nos dos outros, mantém-nos a sós com os nossos pensamentos. Não deixa transparecer o que nos vai na alma. E, dia após dia, vamos vivendo com os nossos muros, feitos para nos isolar do que não queremos presenciar. Fugimos aos nossos problemas, fechando-nos no muro da alma, na mente fechada.

Não é uma protecção indesejada. Estamos todos plenamente conscientes do que nos afasta e do que nos aproxima de tudo o que nos rodeia. No entanto, estes muros não nos permitem afastar cada momento presenciado, como se guardado num compartimento estanque. E aí as vivências misturam-se, e ficamos sem saber o que fazer.

Perdemo-nos nas memórias, na vida. Ficamos presos. É uma viagem só de ida. E, no entanto, há sempre maneira de voltar…

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