Sunday, May 25, 2008

Verdades...

Pensava que sim, que era verdade. Pensava que te amava, que tinham passado sete (quase oito) anos e o meu mundo girava apenas à tua volta. No entanto aparece outra pessoa e, de repente, os sentimentos de sete anos apagam-se? Parece improvável. Talvez me tenha enganado, talvez nunca te tenha amado. O que é certo é que agora que te ultrapassei e tenho alguém com quem posso contar, sinto-me muito mais feliz. Livre, de certa maneira.


Mas agora é verdade. Verdade que amo do fundo do coração a pessoa com quem estou agora. Não me interessa que esteja longe ou que tenhamos fusos horários diferentes. Não interessam presentes caros nem postais de natal. Interessa sim que eu sou a sua princesa e ele o dono do meu coração. Nada mais interessa. Desde que ele me continue a amar tanto como eu o amo a ele. Fazemos as maiores asneiras, dizemos as maiores banalidades um ao outro. Mas essas banalidades tornam-se na coisa mais bela a ser dita, quando é aquele a quem pertenço que as diz. É verdade que posso contar todos os dias com uma mensagem dele...

Já tu, quando foi a última vez que me falaste? Desde há meses que não dizes palavra. Mas não é isso que me vai fazer esquecer-te enquanto amigo…

Steven, baby... Even with an ocean and an entire continent keeping me away from you, i'll love you forever no matter what. Like you said, i'm your princess, your baby, your everything. You're my LIFE. I love you baby <3

Friday, May 16, 2008

Narcisismo, termo por todos conhecido

Termo por todos conhecido
Narcisismo
Situado no centro do egoísmo
Algo com que convivemos
Dia após dia
Algo em que pensamos
A esperança luzidia



Um acto de fé
Centrado no eu
Ajudando a por de pé
Tudo aquilo que é meu




A auto-confiança
Em nós recuperada
O fundo de uma lembrança
Para sempre relembrada




Para todos encerrados
Todo o sempre numa cela
Sempre em si centrados
Perdendo uma vida bela

Egoísmo Mundano

Um homem sabe reconhecer os seus defeitos, as suas qualidades. Apesar disso, muitas vezes observa apenas defeitos ou, visto de outra forma, cai num narcisismo em que só se sente capaz de reconhecer qualidades.

Narcisista, claro. No entanto também egoísta, pois apenas reconhece o seu próprio reflexo, olha apenas para a sua própria alma. Sem considerar nem por um segundo os outros que o rodeia.
Este mar de gente que nos observa, dia após dia, também pretende ser observado, ajudado. O que acontece neste nosso mundo, injusto e cruel, é que actos altruístas se tornam cada vez mais escassos.

Gentes em guerra, e porquê? Porque só se sentem capazes de pensar em si, e não no bem que poderão fazer a outrem.

Multidões com fome, a que propósito? Algo que se deve a um egoísmo extremo, algo que é possível ou não combater. Digo isto pois se o homem estiver determinado a ceder lugar ao altruísmo, e disto não tenham dúvidas, será bem sucedido.

E é assim a verdade, nua e crua, de algo que se passa todos os dias em nosso redor…

O medo

Sempre que me olho ao espelho, reconheço o meu medo. Vejo-o nos meus olhos e não me apercebo do poder que possui sobre mim. Este medo consome-me, apodera-se de mim, do meu ser, da minha alma.

Afinal, qual a causa do medo? Desejo eminente, latente, de algum dia desafiar a morte. Sou um ser fraco, que não resiste ao pânico à adrenalina. Habito na noite, no local mais escuro.

Medo que me consome, que me obriga a dar expressão ao sentimento. Medo que me possui, que me comanda. Medo que me governa.
Faz sofrer, o medo. No entanto, já se apoderou do meu ser há tanto tempo que acabei por me habituar à sua presença. Roubou-me toda a esperança, apoderou-se de todas as lembranças. Quero soltar-me, livrar-me deste medo que me destrói. No entanto sei que voltará para sempre, para atacar o que me constrói…

Thursday, May 15, 2008

Desculpas...

Desculpa
Palavra bonita
Para acabar com o sentimento de culpa



Destruição de algo que apita
No fundo de cada coração
No entanto quando é altura
Ninguém consegue dar-lhe a mão


Difícil tanto de aturar
Como de matar
A verdade é que se encontra
Em qualquer lugar

Doenças

Estou doente.
Mais que doente
Estou farta
De algo que me corrói e me mata




Mais que isso destrói
Ou será que constrói?




Dá cabo da mente
Arrasta a vida consigo
E por mais que se queira
Não se consegue fugir ao perigo




Invocação da morte
Na beira de um precipício
E por muito que eu queira
Volto sempre ao mesmo vício





A vida é uma merda
Será que é mesmo assim?
A verdade é que esta perda

Está a dar cabo de mim.

Wednesday, May 14, 2008

Renascimento

Renascer das cinzas
Tal e qual como uma Fénix
Voando pelas asas
De uma vida que passa a correr
Damos tudo para ter
Tiramos tudo para dar
Todos temos algo a justificar
No entanto se morrer
Que irei fazer?
A resposta é…

Renascer.

Sunday, May 4, 2008

Muros...

Muros. Cada pessoa tem os seus, é verdade. Constroem-se com ou sem intenção, protegem-nos dos males do mundo ou afastam-nos dele. Mas os muros são barreiras, difíceis de ultrapassar para aqueles que nos rodeiam. Aqueles com quem gostaríamos de partilhar um pouco de nós, e não o conseguimos, pois estamos tão acostumados aos nossos muros que não os conseguimos destruir.


Um muro é um isolamento. Afasta-nos dos outros, mantém-nos a sós com os nossos pensamentos. Não deixa transparecer o que nos vai na alma. E, dia após dia, vamos vivendo com os nossos muros, feitos para nos isolar do que não queremos presenciar. Fugimos aos nossos problemas, fechando-nos no muro da alma, na mente fechada.

Não é uma protecção indesejada. Estamos todos plenamente conscientes do que nos afasta e do que nos aproxima de tudo o que nos rodeia. No entanto, estes muros não nos permitem afastar cada momento presenciado, como se guardado num compartimento estanque. E aí as vivências misturam-se, e ficamos sem saber o que fazer.

Perdemo-nos nas memórias, na vida. Ficamos presos. É uma viagem só de ida. E, no entanto, há sempre maneira de voltar…