Sempre que me olho ao espelho, reconheço o meu medo. Vejo-o nos meus olhos e não me apercebo do poder que possui sobre mim. Este medo consome-me, apodera-se de mim, do meu ser, da minha alma.
Afinal, qual a causa do medo? Desejo eminente, latente, de algum dia desafiar a morte. Sou um ser fraco, que não resiste ao pânico à adrenalina. Habito na noite, no local mais escuro.
Medo que me consome, que me obriga a dar expressão ao sentimento. Medo que me possui, que me comanda. Medo que me governa.
Faz sofrer, o medo. No entanto, já se apoderou do meu ser há tanto tempo que acabei por me habituar à sua presença. Roubou-me toda a esperança, apoderou-se de todas as lembranças. Quero soltar-me, livrar-me deste medo que me destrói. No entanto sei que voltará para sempre, para atacar o que me constrói…
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