Há vidas que não podem ser salvas. Consomem-se, definham e não param por aí. Sofrem no silêncio de todos os seus medos.
Têm medo da renovação da consciência. Medo do que fazem, do que fizeram e do que podem vir a fazer. Em suma, têm medo de viver.
As pessoas não têm medo dos males do mundo. Nascem, morrem e tornam a nascer, porque a sua semente está sempre lá, plantada no solo do Universo. O que temem são elas mesmas, e o medo em si.
Há quem nasça para aprender a salvar vidas. Estudam conselhos, analisam discursos. Vão à Morte e voltam, a fim de perceberem como se podem salvar vidas. Depois vêm os desistentes.
Estes pura e simplesmente desistem de viver à nascença, sentindo que o mundo não se encaixa com eles. Outros desfalecem, pois nada corresponde às suas expectativas. E, é entre palavras e gestos que se aprende verdadeiramente a salvar vidas.
Não se pode obrigar ninguém a largar os seus vícios, sejam eles quais forem. O que podemos fazer é oferecer um amigo, e assim salvarmos sem sequer nos apercebermos disso.
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