Ao publicar todos aqueles artigos e posts de outros blogs pretendia mostrar ao mundo e afins, mas essencialmente a mim mesma que existem pessoas em situações semelhantes à minha, muitas bem piores. Faz-me compreender finalmente que fui egoísta e ingénua, ao deixar-me levar por algo que não sabia o perigo que tinha. Podia ter tido muito azar. Felizmente compreendi a tempo que nada disto é solução para nenhum problema. Há coisas que simplesmente não têm solução, outras cuja solução é tão simples que nós não a vemos, mesmo que venha bater à nossa porta, num fato fluorescente à noite. Acho que o meu pai já não tem salvação possível. Mas eu tenho. E se sou uma rapariga forte e com personalidade, nunca me deveria ter deixado apanhar pela doença e pelo vício. Sofri sem razão. Magoei-me, cortei-me, gritei para quem me quisesse ouvir e chorei. Olho para trás e só gostava que fosse mentira. Mas não é. É bem real. Trata-se da minha vida, caramba! Deixei muita gente preocupada, fiquei sem saber o que fazer. Às tantas e sem pedir nada a ninguém, viciei-me. Actuou tão depressa como qualquer droga. O problema desta gente (onde eu ainda estou incluída) é que não pensa. Eu não pensei. Nunca pensei no Luís, que eu adoro desde que o conheci e é um querido para mim; na Joana, que é cinco estrelas (ai és és oh minha vaca!); na Sofia, que é um amor de pessoa e a minha outra vaquinha (LOL - Sufi adoro-te!); e em tantas outras pessoas que me fazem imensa falta. Se eu me tivesse centrado mais nessas pessoas em vez de só em mim, talvez fosse uma pessoa melhor. Mas não estou aqui para me rebaixar nem para fazer juízos. Quero apenas pedir a todos os que estão em situações semelhantes à minha que tentem pensar. Eu sei que é muito difícil. Na altura não pensam nisso. Ninguém pensa. Mas pensem no antes e no depois. Quando agarrarem no x-acto, na faca ou no canivete, tentem resistir, pensando que são fortes. Toda a gente o é. Tem é que encontrar a sua própria força e, muitas vezes, essa procura nem sempre é fácil. Às vezes é preciso resistir muito e ter muita força de vontade para descobrirmos o quão fortes conseguimos ser. Estou a falar de força psicológia, como é óbvio! Um surfista esforçado tem de lutar muito e ter imensa força de vontade para chegar ao topo! Ok, o exemplo pode não ser dos melhores, mas o que pretendo demonstrar aqui é que temos de pensar em todas as oportunidades que podemos estar a perder enquanto nos rebaixamos e deprimimos! Se nos esforçarmos todos por pensar um pouco em todas essas coisas, nas pessoas que nos fazem realmente falta e naquilo que realmente precisamos, seremos pessoas muito mais sensatas, muito mais felizes e não teremos necessidade de recorrer às drogas, ao álcool, ao tabaco e à auto-mutilação. Percebi muito recentemente que nós somos aquilo que fazemos do nosso corpo e da nossa mente. Não são os outros que nos vão dizer como devemos alterar a nossa vida, temos de ser nós a fazê-lo. Só assim descobrimos o que nos fará realmente falta e o que nos fará completamente felizes. Podemos não ser como o Tomás, o Diogo ou a Nadine, cheios de energia e a praticar o desporto favorito todas as manhãs. Podemos não ter uma casa grande com piscina, podemos não ter aquele cd fantástico dos 30 Seconds To Mars. Mas se tivermos encontrado a nossa força, e se estivermos rodeados por aqueles que mais amamos em todo o universo, seremos pessoas muito melhores. A sensatez é algo que se desenvolve connosco, com o que pensamos. Ninguém nasce sensato, assim como ninguém nasce ensinado. Há muito que nos ensinam, mas a maior parte temos de descobrir por nós. E essa descoberta dura até morrermos, pois nunca chegamos a saber o suficiente. Temos se conseguir enfrentar os nossos problemas de cabeça erguida. Olhar para o passado, mas sem deixar de viver o presente e nunca, mas nunca, tentar adivinhar o que nos espera no futuro. Aprender com os nossos erros, e relembrar sempre que ninguém é perfeito. Nem mesmo o Jared Leto ou a Hilary Duff. Nós somos a nossa própria definição do que é perfeito. Somos o que somos, porque crescemos assim e foi assim que aprendemos a lutar. Cada um à sua maneira. Também devemos ter muito cuidado com os caminhos que tomamos. Ir pela estrada da direita ou da esquerda pode ser muito relevante para nos transformarmos no que somos. Se a estrada da direita é a que te leva à auto-destruição, às drogas, a tudo o que é mau e faz mal, talvez tenhas de considerar primeiro a estrada da esquerda. Ninguém consegue definir a felicidade. É um agregado de muitas coisas, mas quando nos sentimos felizes é naqueles momentos que partilhamos com alguém. Olhem para todos os momentos em que se sentiram realmente felizes e vejam se esses momentos não foram partilhados com alguém? Ninguém consegue ser feliz sozinho. É interessante observar-nos após conhecermos alguém verdadeiramente especial. Seja um amigo, uma amiga ou um potencial amor. Reconhecemos o outro em nós e nós no outro. Temos diferenças que são divertidas de descobrir, outras nem por isso. É reconhecermos também as nossas diferenças e aceitá-las. Se o mundo fosse feito de clones de uma mesma pessoa seria tudo bastante aborrecido. No entanto, devemos ter consciência que nem todos podem gostar de nós. Nós certamente também não gostamos de toda a gente. Mas não é por isso que nos devemos deixar ir abaixo. Não é por isso que nos vamos enfiar na casa de banho para uma sessão de choradeira e um banho de sangue ou de fumo dos charros. Temos de nos aceitar como somos primeiro que tudo. Reconhecer que estamos doentes é o primeiro passo a dar. Sempre. E ninguém pode fazê-lo por nós. O máximo que podem fazer é ajudar a aceitá-lo. Muitas vezes é difícil aceitarmos a vida que temos, o caminho que escolhemos e as dificuldades que temos de enfrentar. E é aí que sabemos então a força que temos. Lutem e esperneiem. Inventem o vosso grito de guerra. Toda a vitória exige esforço e sofrimento. Quando chegarmos ao fim, quando superarmos as nossas dificuldades e os nossos problemas, então aí olharemos para trás e não nos reconheceremos. São as experiências que fazem de nós o que somos hoje. E não devemos desistir à mínima dificuldade. Aqui o papel dos outros só é fundamental se nós assim o quisermos. Não vamos poder depender deles para sempre. O máximo que podem fazer é ajudar-nos a ultrapassar as dificuldades que temos durante a busca da nossa força. Pensem nisto que leram, e depois digam se não tenho razão...
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