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Saturday, January 26, 2008

Sem alma...

neste momento, tirei um pouco para escrever, visto que agora não escrevo mto e há imenso para contar.
não ando nada bem. as cenas entre os meus pais vão de mal a pior. as minha cabeça dá voltas e mais voltas vai sp dar à mesma solução para este problema. morte certa. limpo. sem mais nada a dizer.
muitas vezes nós por mais que saibamos ignoramos o quão estamos enganados acerca de determinada pessoa. eu e o ben... pois. pensava que éramos AMIGOS. mas na turma começaram a dizer que eu gostava dele, boateiros de mda. e ele atirou-me à cara friamente que era aquela a imagem que eu deixava passar. entretanto, pôs-se o bart aos berros, a dizer umas pataquadas. eu limitei-m a dizer 'esqueçe pah, n dá mesmo pa falar contigo' e fui-me embora. baldei-me à aula pa n ter de os enfrentar. baldei-m e fui dar umas voltas por aí. ouvir música e chorar. cortar-me.
é verdade. depois de três meses completamente 'limpa' voltei a cortar-me. e desta vez à grande. quase ao pé do pulso, mesmo na veia. e depois no sítio do costume. nos dois braços. e à parte isto temos as drogas... analgésicos a monte para evitar as dores. haxe já n dá visto q já n tenho maneira de arranjar. se bem q lá na escola com os gajos certos... enfim, tb n m vou meter mais nisso. lsd e ecstasy tb já deram o q tinham a dar. doses extra de zoloft deixam-me tonta, se bem que as tome à mesma de vez em quando. agora voltando aos cortes... feitos com violência e intenção. não posso evitar. sinto-me tão... vazia. podiam esfaquear-me que eu não sentia. toda a turma anda em cima de mim. já fui parar ao hospital, por ter o braço dormente. tenho o armário atafulhado em camisolas sujas de sangue à espera de uma oportunidade para serem lavadas às escondidas. o braço está ligado.
consequências disto - o ben não me fala. perfect. he's the loser. é um egocêntrico de merda. nem sei como é q o aguentam.
eu oiço todos os dias que tenho de me aguentar, que tenho de ser forte. mas cada dia que passa... não sei... custa-me cada vez mais levantar-me todos os dias e simplesmente viver. pensar: então? isto é que é a vida? é para isto que aqui estou? vale a pena?? camões dizia que tudo vale a pena, se a alma não é pequena. mas sabem o que é que mais me custa todos os dias quando me levanto e penso que tenho de viver? é olhar-me ao espelho. ver os meus olhos e reparar que estão vazios. eu estou vazia. um ser sem alma...
bloody kisses***

Monday, July 16, 2007

outra vez...

olhó caraças. estou farta disto. quero desaparecer. se n foi ontem q eu coiso, foi hoje. merda pa isto. estou farta de ter d esconder isto d todos, o q só faz com q se metam ainda mais na minha vida. q merda. eu quero ir-m embora. a sério. enfiar-m no quarto, meter linkin park na aparelhagem e cantar, chorar e cortar ao mesmo tempo não dá. n aturo mais isto. desisto de vez e deixo-m levar. ontem torcia-m e contorcia-m a resistir. hoje deixei-m levar. estúpida hã? já nem tenho escolha. i hurt much more, than anytime before, i have no options left again... acho q estou mesmo destinada a isto. se n morrer entretanto... é o q m apetece. aqui n faço falta a ninguém. i wanna find something i wanted all along... o q eu quero é alguém q m diga q precisa de mim aqui. mas n há nng... portanto n faço falta a ninguém e desisto, é isso? pois. eu n quero isto, ninguém precisa de mim... então desisto de lutar. desisto mesmo. deixo-m levar por esta merda. já n tenho personalidade, força nem coragem... a minha personalidade foi completamente abafada por esta merda da auto-mutilação... e eu já disse q desisto. acabou. chega. estou farta. desta vez desisto. enough is enough. e como everything happens for a reason, isto quer mm dizer q eu aqui n faço nada. chega.

Monday, July 2, 2007

Foda-se. Foda-se esta merda toda.

ya, é isso mesmo. foda-se tudo. estou farta. que mal é que eu fiz para ter de aturar estas merdas? sim, porque já é demais. estou a dar em doida. it's driving me insane. estava tudo a correr mto bem, as marcas da última asneira que fiz estavam a sarar bem, estava mais ou menos bem ( tive de mentir à descarada à marina e ao diogo pa eles n stressareme mm assim a sophie viu o blog porque eu n me lembrava do que tinha escrito e mandei o link à mesma) e eu tava a entrar na onda da minha cena ambientalista. e depois tinha de chegar um dia, numa altura em que eu começo a atinar, tem de acontecer alguma merda. e tinha de ser cá em casa. sinceramente já não me sinto segura em lado nenhum. eu vou desistir de lutar contra isto. já chega. fartei-me. não consigo aguentar nem mais um minuto. dêem-me um tiro, please!!!!!!! ainda por cima aquela rapariga a quem escrevi o comment tem o meu mail já me adicionou e eu disse-lhe que já tava melhor. eu já nem raciocino. sinto-me estúpida, sinto-me oca. já nem me lembro das letras das músicas que gosto. tornei-me num monstro qlq de um filme de 5ª categoria. não gosto de me snetir assim, mas não tenho praticamente escolha. não consigo lutar, o meu número de amigos está basicamente reduzido a zeros tirando algumas almas que ainda dão sinal de vida ocasionalmente. do género tá td mto quieto a curtir o sol qnd de repente se lembram: 'xiii é verdade, aquela miúda, a retorta, a gaja que se corta? talvez lhe devesse mandar uma sms ou telefonar, pa ver cm é que ela anda e pa lhe dizer que as minhas férias estão a ser do melhor.' ok. ainda bem. as pessoas de que preciso não querem saber. ainda por cima fui idiota ao ponto de mandar sms ao luís com o endereço do blog e a dizer que era importante que ele visse. ainda (estava mesmo mto pedrada ou então tinha bebido uns copos a mais) disse ao gajo que estava pedrada qnd escrevi cenas sobre ele, e que era para ele não ligar nenhuma àquilo. ok, não sei o que foi aquilo. mas tb não me interessa porque ele não respondeu. acho que as férias dele estão a ser fixes (ao contrário das minhas)... mas porqueraioéqueeununcamaismelivrodestamerda???? quero um filme dos meus. com sangue. talvez veja o hostel. ya, é isso. em vez de me torturar, vejo as torturas dos outros. boa ideia. boa não, excelente. porra. já fiz merda. olha, agora também não vale a pena chorar sobre sangue derramado. fiz a cama e agr tenho de m deitar nela. ñ há volta a dar. e agr é que me lembro bem - falta a merda da consulta na cabra da médica que nunca mais chega, porra! eu sei lá se esta merda passa a contar a minha vida toda a alguém que nem sequer conheço! fazer isso com a joana ou com o diogo é uma coisa, agr com uma médica (ainda por cima uma ela) ??? só em sonhos. nem pensar nisso é bom. queio o meu bineco pefeído. vou ver o saw. sozinha, pa variar um bocado do habitual que é (who knew?) : SOZINHA. estou farta disto. foda-se esta merda toda. férias sozinha, escola sozinha, cinema sozinha. estou farta de ser assim, paranóica e doente. farta de tossir e de roer as unhas. farta de me sentir sozinha. farta que pareça que o mundo vai acabar daqui a 5 segundos e apanhar grandes desilusões quando tal não acontece. farta de ser eu. mas quanto a isso vou ter de me contentar. é como diz o Jared na canção The Kill - this is who i really am. ya - sorriam e acenem rapazes!!!!
i tried to be someone else
but nothing seems to change, i know now
this is who i really am inside
falling from myself
falling for a chance, i know now
THIS IS WHO I REALLY AM
infelizmente eu não quero ser assim. mas tenho de arranjar maneira de me aguentar. sozinha, vah para variar. desemerdar-me dê lá por onde der. they're gonna rip my head off. throw me to the sharks. or worst. take me to the grave. é isso. pulsos cortados na sepultura. espetem cmg lá. tipuh, agr. já nada vale a pena. adoro alguém que não sabe nem quer saber, aturo merdas cá em casa todos os dias, estou farta de ouvir a vó e a mãe a perderem a paciência com as minhas irmãs e qnd EU perco a paciência e mando um berro dizem-me PARA BAIXAR A BOLINHA QUE CÁ EM CASA NÃO HÁ DESSAS COISAS. que merda. acho que mesmo apesar de toda a merda q fiz, sou a pessoa mais normal da casa. eles é que precisam de séria terapia. eu só
preciso de um bocado de companhia (DE PESSOAS COM QUEM ME SINTA Á VONTADE), miminhos (ya, faz bem a todos e há mto que ñ tenho disso), e diversão (sempre ajuda ao relax).
já agr, distanciar-me do x-acto. porque sem linkin não dá. linkin é o relax. nu-metal é bom. o resto é na boa...

Thursday, June 21, 2007

Apelo a todos os que procuram refúgio na Auto-Mutilação...

Ao publicar todos aqueles artigos e posts de outros blogs pretendia mostrar ao mundo e afins, mas essencialmente a mim mesma que existem pessoas em situações semelhantes à minha, muitas bem piores. Faz-me compreender finalmente que fui egoísta e ingénua, ao deixar-me levar por algo que não sabia o perigo que tinha. Podia ter tido muito azar. Felizmente compreendi a tempo que nada disto é solução para nenhum problema. Há coisas que simplesmente não têm solução, outras cuja solução é tão simples que nós não a vemos, mesmo que venha bater à nossa porta, num fato fluorescente à noite. Acho que o meu pai já não tem salvação possível. Mas eu tenho. E se sou uma rapariga forte e com personalidade, nunca me deveria ter deixado apanhar pela doença e pelo vício. Sofri sem razão. Magoei-me, cortei-me, gritei para quem me quisesse ouvir e chorei. Olho para trás e só gostava que fosse mentira. Mas não é. É bem real. Trata-se da minha vida, caramba! Deixei muita gente preocupada, fiquei sem saber o que fazer. Às tantas e sem pedir nada a ninguém, viciei-me. Actuou tão depressa como qualquer droga. O problema desta gente (onde eu ainda estou incluída) é que não pensa. Eu não pensei. Nunca pensei no Luís, que eu adoro desde que o conheci e é um querido para mim; na Joana, que é cinco estrelas (ai és és oh minha vaca!); na Sofia, que é um amor de pessoa e a minha outra vaquinha (LOL - Sufi adoro-te!); e em tantas outras pessoas que me fazem imensa falta. Se eu me tivesse centrado mais nessas pessoas em vez de só em mim, talvez fosse uma pessoa melhor. Mas não estou aqui para me rebaixar nem para fazer juízos. Quero apenas pedir a todos os que estão em situações semelhantes à minha que tentem pensar. Eu sei que é muito difícil. Na altura não pensam nisso. Ninguém pensa. Mas pensem no antes e no depois. Quando agarrarem no x-acto, na faca ou no canivete, tentem resistir, pensando que são fortes. Toda a gente o é. Tem é que encontrar a sua própria força e, muitas vezes, essa procura nem sempre é fácil. Às vezes é preciso resistir muito e ter muita força de vontade para descobrirmos o quão fortes conseguimos ser. Estou a falar de força psicológia, como é óbvio! Um surfista esforçado tem de lutar muito e ter imensa força de vontade para chegar ao topo! Ok, o exemplo pode não ser dos melhores, mas o que pretendo demonstrar aqui é que temos de pensar em todas as oportunidades que podemos estar a perder enquanto nos rebaixamos e deprimimos! Se nos esforçarmos todos por pensar um pouco em todas essas coisas, nas pessoas que nos fazem realmente falta e naquilo que realmente precisamos, seremos pessoas muito mais sensatas, muito mais felizes e não teremos necessidade de recorrer às drogas, ao álcool, ao tabaco e à auto-mutilação. Percebi muito recentemente que nós somos aquilo que fazemos do nosso corpo e da nossa mente. Não são os outros que nos vão dizer como devemos alterar a nossa vida, temos de ser nós a fazê-lo. Só assim descobrimos o que nos fará realmente falta e o que nos fará completamente felizes. Podemos não ser como o Tomás, o Diogo ou a Nadine, cheios de energia e a praticar o desporto favorito todas as manhãs. Podemos não ter uma casa grande com piscina, podemos não ter aquele cd fantástico dos 30 Seconds To Mars. Mas se tivermos encontrado a nossa força, e se estivermos rodeados por aqueles que mais amamos em todo o universo, seremos pessoas muito melhores. A sensatez é algo que se desenvolve connosco, com o que pensamos. Ninguém nasce sensato, assim como ninguém nasce ensinado. Há muito que nos ensinam, mas a maior parte temos de descobrir por nós. E essa descoberta dura até morrermos, pois nunca chegamos a saber o suficiente. Temos se conseguir enfrentar os nossos problemas de cabeça erguida. Olhar para o passado, mas sem deixar de viver o presente e nunca, mas nunca, tentar adivinhar o que nos espera no futuro. Aprender com os nossos erros, e relembrar sempre que ninguém é perfeito. Nem mesmo o Jared Leto ou a Hilary Duff. Nós somos a nossa própria definição do que é perfeito. Somos o que somos, porque crescemos assim e foi assim que aprendemos a lutar. Cada um à sua maneira. Também devemos ter muito cuidado com os caminhos que tomamos. Ir pela estrada da direita ou da esquerda pode ser muito relevante para nos transformarmos no que somos. Se a estrada da direita é a que te leva à auto-destruição, às drogas, a tudo o que é mau e faz mal, talvez tenhas de considerar primeiro a estrada da esquerda. Ninguém consegue definir a felicidade. É um agregado de muitas coisas, mas quando nos sentimos felizes é naqueles momentos que partilhamos com alguém. Olhem para todos os momentos em que se sentiram realmente felizes e vejam se esses momentos não foram partilhados com alguém? Ninguém consegue ser feliz sozinho. É interessante observar-nos após conhecermos alguém verdadeiramente especial. Seja um amigo, uma amiga ou um potencial amor. Reconhecemos o outro em nós e nós no outro. Temos diferenças que são divertidas de descobrir, outras nem por isso. É reconhecermos também as nossas diferenças e aceitá-las. Se o mundo fosse feito de clones de uma mesma pessoa seria tudo bastante aborrecido. No entanto, devemos ter consciência que nem todos podem gostar de nós. Nós certamente também não gostamos de toda a gente. Mas não é por isso que nos devemos deixar ir abaixo. Não é por isso que nos vamos enfiar na casa de banho para uma sessão de choradeira e um banho de sangue ou de fumo dos charros. Temos de nos aceitar como somos primeiro que tudo. Reconhecer que estamos doentes é o primeiro passo a dar. Sempre. E ninguém pode fazê-lo por nós. O máximo que podem fazer é ajudar a aceitá-lo. Muitas vezes é difícil aceitarmos a vida que temos, o caminho que escolhemos e as dificuldades que temos de enfrentar. E é aí que sabemos então a força que temos. Lutem e esperneiem. Inventem o vosso grito de guerra. Toda a vitória exige esforço e sofrimento. Quando chegarmos ao fim, quando superarmos as nossas dificuldades e os nossos problemas, então aí olharemos para trás e não nos reconheceremos. São as experiências que fazem de nós o que somos hoje. E não devemos desistir à mínima dificuldade. Aqui o papel dos outros só é fundamental se nós assim o quisermos. Não vamos poder depender deles para sempre. O máximo que podem fazer é ajudar-nos a ultrapassar as dificuldades que temos durante a busca da nossa força. Pensem nisto que leram, e depois digam se não tenho razão...