Toda a vida é um filme. Há quem faça dela um conto de fadas, existe quem viva como num filme de terror. A vida retirada dos filmes é um cliché, um lugar-comum que só os mais sonhadores se podem dar ao luxo de criar.
Sejamos realistas. A vida não é nem nunca foi um conto de fadas. Se fosse, bastava contá-la às crianças antes de adormecer e aí a Cinderella, a Bela Adormecida e outras que tais ficavam sem emprego. Convenhamos que se a vida fosse contada às crianças, corria-se o sério risco que estas ficassem traumatizadas para o resto da vida.
Gente que tira cópias dos filmes para produzir e realizar a sua própria vida, é gente que não sabe aproveitar a existência. Passeiam-se por aí quais heróis ou heroínas de uma história qualquer imaginária, sem pés nem cabeça.
A minha vida, em particular, nunca foi um conto de fadas, muito menos um filme de terror. Mas nós sempre sonhamos em viver como a princesa encurralada na torre, à espera do seu final feliz.
Sempre me considerei sonhadora. Talvez isso se deva ao simples facto de não assumir os meus medos, os meus receios. Ou até mesmo por deixar as emoções transparecerem com relativa facilidade. Sonho, portanto, que um dia acabem os medos, os receios. Fui construída á base do medo e assim permaneci. Até hoje, em que finalmente descubro que me soltaram as amarras e estou livre…
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