Friday, April 18, 2008

Ciências do Coração

O amor é belo, maravilhoso

Nasce a qualquer hora

É perfeitamente pomposo

Esquece-se do que foi outrora

Desaparece de repente

E, quando menos se espera

Volta e assombra a mente.



Será assim tão importante?

Talvez sim, talvez não.



O certo é que é constante

Ciência do coração.

Cartas de Amor/Amizade...

Uma lágrima. Não, mais. Chorar é o que me acontece, por não poder estar perto de ti, por não poder sentir nem um pouco da tua alma junto de mim. Podes estar perto e longe ao mesmo tempo, é bem possível. Estar a pouca distância de mim fisicamente, e no entanto… a tua mente encontra-se totalmente ausente. Conheces-me tão bem como eu a ti, ou provavelmente eu conheço-te pior. Não temos tempo nem para dizer “bom dia”. Há meses que não te vejo, há anos que sinto a tua falta. Mas a verdade é que estás sempre na minha mente…

Muitas vezes sinto que já cresceste comigo. Que sempre fizeste parte de mim. Sempre me ensinaste a ver o lado brilhante e radioso das coisas, mesmo naqueles dias tão… cinzentos, em que nem me apetece abrir os olhos. Contigo aprendi o que era a diversão, como era ser, digamos “criança”. Fizemos as coisas mais estapafúrdias que se pode imaginar. Durante algum tempo, éramos… não sei. Amigos? Talvez. Pelo menos era o que parecia. E ainda hoje é assim.

Sempre me perdoaste por todas as asneiras, sempre me soubeste aceitar tal e qual como me apresento. Fizeste-me chorar, fizeste-me rir. Também me fizeste ficar extremamente impaciente e deprimida, é verdade. Mas sempre reconheceste as minhas qualidades e os meus defeitos. Soubeste sempre aceitar e pedir desculpas, mesmo que o orgulho te impedisse de o fazer.

Sim, és orgulhoso. Não te posso dizer que não, pois estaria a mentir. E sendo a minha vida um rol de mentiras, não me quero tornar mentirosa. Portanto, sim, és orgulhoso. Mas humilde ao mesmo tempo. Sincero. E um amigo extraordinário.

Se sinto que posso contar contigo? Por favor, não me obrigues a responder. Estamos afastados há demasiado tempo e eu sinto demasiado a tua falta para se dizer que sim, que ainda posso contar contigo. Já tu, tens a minha palavra (e sabes que eu sou sincera), podes contar sempre comigo. Para tudo o que precisares.

E são estas as cartas. Cartas de amor/amizade de alguém que chora, mas chora por ter a felicidade de um dia ter conhecido alguém como tu.
Para LP

A Parada dos Corações Partidos


Um pesadelo. É um verdadeiro pesadelo. Acordar e ver que o dia está cinzento, e chove. O que condiz com o meu estado de espírito. Processa-se então uma espécie de ritual, em que um pouco de música e velas são o ideal para trazer cor ao dia. Mas a parada já começou, e está tudo escuro como breu.

Memórias antigas (velhas inimigas) assaltam-me a mente e não me querem largar. Sinto um aperto no coração, é como se se fosse partir. Não, não quero chorar. E o dia está triste, é verdade…

E é então que, num sobressalto, a mente se veste de preto e se junta à parada. Por enquanto a mente, apenas. A alma ainda resiste. Mas o meu coração parte-se e, enquanto choro, a alma une-se á parada e que tudo está escuro.

Filas e filas de saudade, um rol de mentiras, flores murchas e verdades que nunca ninguém disse. Todos se dirigem para o mesmo local, um buraco negro algures por aí.

E a parada continua, todos os dias na mente de alguém. Eu fui só mais uma vítima…

Thursday, April 10, 2008

A Vida


Quem sou eu afinal? A poetisa das noites mais duras e mais frias, aquela que ninguém quer e sobre quem ninguém fala… Os meus textos são apenas meros reflexos de um espelho a que gosto de chamar a vida. Reflectidos em palavras que podem ser tão belas, ou tão horrendas como a vida em si.

Afinal, o que faço aqui? Nem eu sei. Espero por alguém que leia um dia algo que escrevi e pense “bolas, esta sabe escrever”. Não, não pretendo fama em nenhuma das suas acepções. Sou apenas aquela que estima os outros mas que ninguém estima, que se sente maltratada pelo mundo e por aqueles que a rodeiam, sem nunca perder aquela curiosidade que faz de mim uma pessoa esquisita mas fantástica.

Sim, fantástica. Não sou egocêntrica, mas neste contexto, a palavra apenas me parece adequada. Amo a vida em todas as suas formas. Já passei por muito, é verdade. Mas nunca perdi a vontade nem a curiosidade de aprender este mundo que me rodeia. Aprender o mundo, aprender as pessoas. Aprender a vida.

Viver pode ser a coisa mais maravilhosa do mundo. Basta aprender a fazê-lo. E, primeiro que o façamos, caímos e voltamos a levantar-nos. Aprendemos a cair. Apenas depois aprendemos a vida, aprendemos a viver. Todos nós procuramos desesperadamente uma maneira de nos livrarmos das quedas. Mas terá essa maneira que procuramos de passar necessariamente pelo caminho mais difícil? Teremos de forçar a Morte para o conseguirmos? Talvez desafiar a vida? Não sei. Passei por todas elas, e talvez ainda não tenha acabado. Mas, finalmente, começo a perceber que sentido dar à minha vida, a esta viagem que amo.

Se tudo aquilo por que passei até agora não me levaram a forçar a Morte (bem, talvez quase), apenas me fizeram mais forte. E, cada dia que passa por mim a uma velocidade alucinante sinto mais um pouco dessa força. Chama-se atravessar a estrada da vida. Do caminho mais difícil para o caminho mais fácil. Há um tempo atrás, conhecia-me a mim mesma do lado errado da estrada, do caminho mais difícil. Agora que me sinto mais forte, agora que começo a sentir verdadeiramente o que é a vida, vou a meio da estrada. Em direcção ao caminho mais fácil…




Quarto de Espelhos

“Parecia um filme a preto e branco. Ao fundo, no cimo do monte, avistava-se uma grande mansão vitoriana. Uma cena fantasmagórica. Há muito que não se via uma única alma rondando a enorme casa, até hoje.
Uma vela acesa no segundo andar. Avistam-se sombras, não, é apenas uma pessoa. Como é que nunca se deu por ela? Parece que tem estado ali desde sempre…”


Dentro da casa reina a escuridão. Acendi uma vela, no quarto dos espelhos do segundo andar, mas tenho medo que alguém me veja. Este quarto está forrado a espelhos. Vejo o meu reflexo, sombras, a minha alma, o que me destrói e o que me constrói.

Vou-me arrastando a passos largos pelo quarto, sentindo-me só pela primeira vez desde que aqui estou. Fecho os olhos e penso em toda a minha vida, tento recordar-me dos momentos mais felizes.

E, ainda com os olhos fechados, sinto-me a partir um dos espelhos. Desfez-se em cacos. Apanho um deles e é lá que vejo o meu reflexo agora. Mas não é isto que sou. Pensando bem, não me sinto só. Não sinto rigorosamente nada. Estou oca. Preciso desesperadamente de sentir algo.

Encosto o pedaço de espelho partido ao pescoço. Não, não me parece que seja capaz. Encosto-o ao braço e abro os olhos. Olho para o chão, está pintado de vermelho.

E é então que me começo a sentir viva pela primeira vez em muito tempo, viva como o vermelho do sangue quente que me escorre pelas mãos.


Saturday, January 26, 2008

Sem alma...

neste momento, tirei um pouco para escrever, visto que agora não escrevo mto e há imenso para contar.
não ando nada bem. as cenas entre os meus pais vão de mal a pior. as minha cabeça dá voltas e mais voltas vai sp dar à mesma solução para este problema. morte certa. limpo. sem mais nada a dizer.
muitas vezes nós por mais que saibamos ignoramos o quão estamos enganados acerca de determinada pessoa. eu e o ben... pois. pensava que éramos AMIGOS. mas na turma começaram a dizer que eu gostava dele, boateiros de mda. e ele atirou-me à cara friamente que era aquela a imagem que eu deixava passar. entretanto, pôs-se o bart aos berros, a dizer umas pataquadas. eu limitei-m a dizer 'esqueçe pah, n dá mesmo pa falar contigo' e fui-me embora. baldei-me à aula pa n ter de os enfrentar. baldei-m e fui dar umas voltas por aí. ouvir música e chorar. cortar-me.
é verdade. depois de três meses completamente 'limpa' voltei a cortar-me. e desta vez à grande. quase ao pé do pulso, mesmo na veia. e depois no sítio do costume. nos dois braços. e à parte isto temos as drogas... analgésicos a monte para evitar as dores. haxe já n dá visto q já n tenho maneira de arranjar. se bem q lá na escola com os gajos certos... enfim, tb n m vou meter mais nisso. lsd e ecstasy tb já deram o q tinham a dar. doses extra de zoloft deixam-me tonta, se bem que as tome à mesma de vez em quando. agora voltando aos cortes... feitos com violência e intenção. não posso evitar. sinto-me tão... vazia. podiam esfaquear-me que eu não sentia. toda a turma anda em cima de mim. já fui parar ao hospital, por ter o braço dormente. tenho o armário atafulhado em camisolas sujas de sangue à espera de uma oportunidade para serem lavadas às escondidas. o braço está ligado.
consequências disto - o ben não me fala. perfect. he's the loser. é um egocêntrico de merda. nem sei como é q o aguentam.
eu oiço todos os dias que tenho de me aguentar, que tenho de ser forte. mas cada dia que passa... não sei... custa-me cada vez mais levantar-me todos os dias e simplesmente viver. pensar: então? isto é que é a vida? é para isto que aqui estou? vale a pena?? camões dizia que tudo vale a pena, se a alma não é pequena. mas sabem o que é que mais me custa todos os dias quando me levanto e penso que tenho de viver? é olhar-me ao espelho. ver os meus olhos e reparar que estão vazios. eu estou vazia. um ser sem alma...
bloody kisses***

Saturday, November 24, 2007

há vidas de merda...

pois... ok...
o meu pai saiu de casa de vez. domingo foi uma tortura. ele já tinha bebido. a minha mãe disse pa ele ir 'falar com as meninas'. e zás, estalou a discussão. acontece q eu nem m dei ao trabalho de ouvir, saí portinha fora, e fui dar uma volta. voltei meia hora dps.
a minha mãe vem-me a seguir com uma conversa de eu me preparar psicológicamente para activar meios legais (o.r.) caso ele tornasse a beber, e chamar a bófia e tudo.
depois, descobriu a garrafa dele no casaco... e disse q ele tinha d se ir embora. o meu pai fez as malas e foi. eu e a minha irmã ficámos abraçadas à porta, a chorar, como se vê nos filmes qd s vê alguém partir. nada daquilo fazia sentido.
foi o dia mais difícil da minha vida. o tempo não passava. eu queria falar com alguém, pois nada daquilo parecia fazer sentido. continuava a não fazer. eu queria acreditar que sim, que estávamos mto mlr sem ele. 'se calhar até foi melhor assim', foi o que eu disse à minha irmã. na vdd n sentia q fosse. mas a cabeça dizia-me q sim, pois era a razão a falar mais alto. era a decisão certa, a atitude a tomar. inspirei fundo, e pensei q tudo se ia resolver da melhor forma. fiquei um pouco melhor.
outra das minhas cenas é o nelson.. a anna disse-me que a 'amizade caliente' dele era no gozo, aquela mensagem não passava de brincadeira. mas ele diz que adora a rapariga. a anna mentiu-me, para eu não me magoar. era esse 'o segredo do papá da Anna'. isto n faz sentido. a Joanna acha q eu gosto mesmo dele. e eu fico tipo O QUE??? c'est pas possible!!! je ne comprends pas! a sério não entendo. só me sinto corar. se sonhar acordada é outro dos sintomas, então sim, Joanna tens razão. mas o nelson é carta fora do baralho. n posso sonhar alto. ainda caio...
bloody kisses

Saturday, November 17, 2007

trivialidades...

pois.
hj n acordei nada bem.
n m apetece comer, n m apetece fazer nada.
parece-me uma trivialidade, comparado com o vazio q estou a sentir agora.
sinto-me oca.
isto é estúpido.
aqueles sorrisos não são nem nunca foram para mim. está a acontecer o q aconteceu com o troy. e eu estou a deixar e a ver o tempo passar. n posso. esquece-te da sua existência.
"esquece-te q ele existe. n lhe ligues pevas. n fales com a anna. manda tudo pró caralho. n caias na asneira do ano passado."
isto é o que me passa agr pla cabeça. o certo é q n consigo, pq deu-me totalmente a volta. mas é tipo, alguém que... eu nem conheço. depois apanhava uma desilusão e como é q era?
eu sou é idiota. tah? pecebe? terra llama andy.
Forget his smile...
bloody kisses***

Saturday, November 10, 2007

once again..

mais uma vez, já faz um tempo q n escrevo. agr apanhei um bocadinho, estava aqui a ouvir paramore, e vai disto ó evaristo.
as cenas têm sido uma seca. tenho me sentido mto triste. n sei pq. talvez faça parte.
as meninas andam todas a dizer q eu gosto do nelson. raios. já enerva. o problema é q eu se calhar até gosto dele... mas n posso gostar de alguém q n conheço ou posso? quer dizer eu já tou mesmo a ver, vai acontecer o mesmo que aconteceu com o troy. não. esquece. o troy faz parte do passado. um passado que quero esquecer. um passado que vou esquecer. o nelson não tem nada a ver com o troy. esquece o troy. não existe, morreu. o nelson até é querido e tudo o mais. ele lá na escola ri-se de vez em quando de umas bocas que eu mando e tal, mas nc falamos mto. é mais no msn, ele pede-me ajuda para os trabalhos e houve um dia q eu, n sei como, me tornei orientadora profissional do menino. enfim, chega de falar no nelson. antes que eu fique demasiado feliz. ou demasiado deprimida n sei.
na 5ª feira aconteceu-me uma... isto é assim, eu agr tou de canadianas, pq fiz outra vez entorse ao estúpido do joelho. entonces, estavamos no intrevalo e eu estava com os calores, pq tinha vindo aos saltinhos até às h's e atão vai-se a ver e eu tava de t-shirt. às tantas o will, que estava com o NELSON, reparou nas fantásticas (ironic alert) marcas do meu braço. e vai disto o gajo desata ali aos berros 'vc é doida? vc se corta? vc faz isso?'. e eu, bem, passei-me. na aula de fq A ele vem-m perguntar dó género 'agr vc n fala cmg?' e eu nem respondi. fiquei magoada. nc nng tinha sido tão directo cmg. sempre fizeram falatório nas costas. e o nelson estava ali... eu estou preparada para contar tudo. mas ele magoou-me pela forma como disse as coisas. mas agr já está td bem. 6ª feira fui falar com o gajo (pois, atão, eu 5ª tava capaz de me afogar na banheira) e... oh pah... eu tava a chorar e td... acho q foi do momento... dps eram as miúdas tds de volta de mim, a dar-me abracinhos e beijinhos e a dizer q n m queriam a chorar. difícil difícil foi tirar de lá a anna, que tava a querer ouvir a conversa xD... e do género, eu e o andré dps ficámos bem.
qnd entrei na aula, tava a alice a fazer gestos a dizer q n me queria ver chorar. e a carly a perguntar se eu tava bem. enfim...
são cenas q acontecem...

bloody kisses...

Saturday, November 3, 2007

I Miss You - Blink 182

Hello there, the angel from my nightmare,
The shadow in the background of the morgue,
The unsuspecting victim of darkness in the valley
We can live like Jack and Sally if we want
Where you can always find me
And we'll have Halloween on Christmas
And in the night we'll wish this never ends
We'll wish this never ends
(I miss you, miss you)
(I miss you, miss you)
Where are you and I'm so sorry
I cannot sleep, I cannot dream tonight
I need somebody and always
This sick strange darkness
Comes creeping on so haunting every time
And as I stared I counted
The webs from all the spiders
Catching things and eating their insides
Like indecision to call you
And hear your voice of treason
Will you come home and stop this pain tonight
Stop this pain tonight
Don't waste your time on me you're already
The voice inside my head
(I miss you, miss you)